Copom Mantém Juros em 13,75% e Aponta Riscos Fiscais
Informações da Reunião e Postura Prudente
Na manhã desta terça-feira (22), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou a ata de sua mais recente reunião, na qual manteve a taxa básica de juros (Selic) fixada em 13,75% ao ano. O colegiado sublinhou que a inflação ainda está sendo impulsionada pela demanda, o que requer a continuação de uma abordagem monetária restritiva para garantir que as metas inflacionárias sejam cumpridas.
O Banco Central optou por não antecipar a direção de suas próximas decisões monetárias. No documento, foi enfatizado que a totalidade do ciclo de ajustes será determinada conforme o desenvolvimento do cenário econômico e das variações de risco.
Preocupações Fiscais, Desempenho Interno e Ameaças Externas
A ata fez apontamentos relevantes a respeito dos fatores que impactam as decisões do Banco Central:
- Situação Fiscal e Juros Neutros: O colegiado alertou sobre possíveis incertezas relacionadas à trajetória e à estabilização da dívida pública, à expansão do crédito destinado e à desaceleração em reformas estruturais, o que poderia forçar um aumento na taxa de juros neutra, exigindo uma Selic mais alta para controlar a inflação.
- Impactos de Choques de Oferta: O BC destacou que, mesmo não devendo responder imediatamente aos efeitos diretos de choques recentes relacionados à oferta, irá acompanhar os efeitos secundários de perto e poderá reagir firmemente caso as expectativas sejam afetadas.
- Crescimento Econômico do Brasil: O documento assinalou uma desaceleração gradual no crescimento do país, com o Produto Interno Bruto (PIB) apresentando um aumento de apenas 0,5% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao anterior.
- Situação Internacional: A instabilidade nos preços das commodities e dos ativos globais gerada pelos conflitos no Oriente Médio continua a exigir vigilância e atenção especial, principalmente por parte das economias em desenvolvimento.