Embraer tem entregas recordes, mas análises divergem entre bancos

Em meio ao registro de um novo recorde trimestral, as entregas da Embraer (EMBJ3) não corresponderam às expectativas do mercado. Enquanto JP Morgan observou o copo meio vazio, o Santander decidiu adotar uma visão mais otimista sobre o desempenho da companhia.
Na atualização das 16h30, foi noticiado que a Embraer entregou 66 aeronaves no terceiro trimestre de 2026, um acréscimo de 6% comparado ao mesmo período do ano passado. Contudo, esse número não atendeu as previsões esperadas pelos analistas, que eram de 70 entregas.
O JP Morgan, por exemplo, considerou que, ao excluir dois Super Tucanos das contagens, o volume efetivo de entregas foi de 64, cerca de 9% a menos do que o projetado, o que resultou em uma visão ligeiramente negativa para o curto prazo, mesmo mantendo a recomendação de compra para as ações da fabricante.
Por outro lado, o Santander enxergou a situação de forma mais favorável, classificando o resultado como moderadamente positivo. Embora também projetasse 70 entregas, a companhia conseguiu entregar 66, resultado que foi 5,7% menor que a expectativa. Para o Santander, a regularidade na entrega das aeronaves é um fator positivo que sugere uma melhor distribuição da produção ao longo do ano.
Os papéis da Embraer apresentaram volatilidade na bolsa, com um recuo de 1,76% antes de registrar uma leve alta de 1%. O preço-alvo estabelecido pelo JP Morgan é de R$ 135, enquanto o Santander estipulou um preço de US$ 106 para o fim de 2027.
Sob supervisão de Karin Salomão. Isabella Scaramucci Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.