Governo dos EUA Acusa Brasil de Falha Contra PCC e CV e Cobra Medidas de Urgência

Críticas Diretas ao Brasil e Classificação de Terrorismo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o governo brasileiro de falhar no combate às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). A declaração consta no relatório anual sobre o trânsito e produção global de drogas, enviado ao Congresso norte-americano e divulgado pelo Departamento de Estado.
No documento, o governo dos EUA afirma que as duas organizações transformaram o Brasil em um centro relevante para o fluxo global de cocaína e cobrou medidas firmes e urgentes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório classifica o PCC e o CV como "ameaças à segurança mundial", reforçando a inclusão recente dos dois grupos na lista de organizações terroristas estrangeiras do governo norte-americano.
Avaliação Diplomática e Geopolítica na América Latina
Diplomatas e interlocutores acompanham os desdobramentos da declaração sob diferentes perspectivas:
- Visão Diplomática: Integrantes do corpo diplomático brasileiro avaliam que o documento reflete a linha ideológica da política externa da administração Trump para a América Latina, apontando seletividade nas críticas.
- Isenção de Lista Direta: Apesar das duras ressalvas relativas às facções, o Brasil não foi incluído na lista restrita de 23 países apontados como os principais produtores ou rotas de transbordo de narcóticos.
- Relação com Outros Países: O relatório também apontou falhas no combate às drogas em nações como Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia, além de cobrar ações mais rígidas do México, do Canadá e da China no controle de insumos químicos para o fentanil.
Acenos a Novos Governos da Região
O documento ressalta que mudanças políticas recentes em países da América do Sul abriram espaço para novas parcerias estratégicas com os Estados Unidos. O texto faz menções favoráveis aos esforços recentes relatados em nações com governos alinhados a Washington, defendendo o fortalecimento da cooperação bilateral no continente.