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PMs que atiraram em jovem em Moema são afastados da função

Redação · 12 de out. de 2026, 12:08
PMs que atiraram em jovem em Moema são afastados da função

ouça este conteúdo 00:00 / 00:00 1x Os policiais militares que participaram da morte de Gustavo Munis de Santana, de apenas 20 anos, foram afastados das suas funções operacionais após ele ter sido alvejado por 27 tiros em uma abordagem realizada em Moema, Zona Sul de São Paulo. A notícia foi divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) neste domingo (11), um dia após o trágico acontecimento. O boletim de ocorrência revela que os policiais disseram ter confundido o celular que a vítima segurava com uma arma.

Durante a operação da madrugada de sábado (10), os quatro agentes dispararam um total de 45 vezes. A perícia constatou 27 ferimentos causados por projéteis no corpo de Gustavo, que faleceu no local. A SSP informou que iniciou um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar a atuação dos policiais e que as armas usadas, o celular da vítima e as imagens das câmeras corporais passarão por análise.

Jovem é morto com 27 tiros disparados por PMs em Moema

PMs afastados e investigação em curso

A Secretaria da Segurança Pública declarou que os agentes que efetuaram os disparos foram removidos de suas funções enquanto se apuram as circunstâncias do falecimento de Gustavo.

Além desse afastamento, a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar para avaliar a atuação dos policiais, questionando a necessidade e a proporcionalidade do uso da força.

As pistolas utilizadas na operação foram confiscadas e enviadas para perícia, assim como o celular de Gustavo e as filmagens das câmeras corporais são elementos importantes para a investigação.

Em um comunicado, a SSP enfatizou que não tolera desvios de comportamento e promete punir severamente qualquer irregularidade identificada durante as investigações.

O ocorrido se deu por volta das 2h45 deste sábado, na Alameda dos Guaramomis, em Moema.

Os registros no boletim indicam que os policiais foram acionados devido a uma situação em que um homem ameaçava se ferir.

Ao chegarem ao local, avistaram Gustavo, que supostamente teria tentado fugir ao perceber a chegada das equipes. Os agentes alegaram que o jovem tentou se esconder, mas depois apareceu com os braços levantados, segurando um objeto escuro.

Os policiais interpretaram esse gesto como uma ameaça e dispararam, porém, o que Gustavo segurava era, na verdade, um celular.

Um total de 45 disparos foram realizados por quatro policiais. A perícia atestou 27 ferimentos por bala em várias partes do corpo do jovem, incluindo cabeça, tórax e membros.

Os bombeiros foram chamados, mas Gustavo não sobreviveu aos graves ferimentos e morreu no local.

Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, residia com sua mãe e irmãs e, de acordo com informações da mídia, trabalhava em um hospital e cuidava de cães.

Ele não possuía antecedentes criminais, e relatórios de familiares indicam que estava em tratamento de saúde mental. Os investigadores estão examinando as circunstâncias do chamado que levou os policiais à cena e a sequência de eventos antes dos disparos.

Essas informações fazem parte da investigação, mas não definem se a abordagem foi correta. Os policiais estavam equipados com câmeras corporais, e as gravações foram requisitadas para auxiliar na elucidação das ações dos agentes, os movimentos da vítima e a sequência de disparos.

A investigação também ponderará as testificações dos policiais e as evidências coletadas no local, junto com os resultados das análises periciais.

Os pontos que necessitam de esclarecimento incluem a identificação do objeto na mão de Gustavo, a percepção de risco relatada pelos agentes e o número de tiros disparados.

O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para investigações adicionais.

Simultaneamente, a Polícia Militar está avaliando a conduta dos envolvidos por meio de um procedimento interno iniciado após o episódio.

O afastamento das atividades operacionais não implica uma conclusão sobre a responsabilidade dos policiais. A definição de possíveis crimes ou infrações irá depender dos desfechos das investigações e da análise das provas.