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Economia

Setores Produtivos do RN Exigem Investimentos e Planejamento

Redação · 26 de out. de 2026, 14:22
Setores Produtivos do RN Exigem Investimentos e Planejamento

Focados em responsabilidade fiscal, segurança jurídica, infraestrutura e capacitação profissional, os representantes do setor produtivo do Rio Grande do Norte manifestam suas preocupações em relação ao próximo ciclo de governo. As entidades solicitam que o governo estadual confronte essas demandas com ações práticas que possam aumentar os investimentos, fortalecer empresas locais e criar novos postos de trabalho.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-RN) já apresentaram uma agenda aos candidatos para o mandato de 2027 a 2030. Entre as propostas estão a implementação de um plano plurianual de ajuste fiscal, controle das despesas públicas e ampliação das Parcerias Público-Privadas (PPPs). Além disso, ressaltam a urgência em melhorar a infraestrutura logística e em estabelecer condições que atraiam novos negócios, com foco especial em saneamento e segurança hídrica.

Roberto Serquiz, presidente da Fiern, destacou que a falta de previsibilidade e os obstáculos enfrentados pelo setor econômico comprometem o potencial de crescimento das empresas. Em uma declaração publicada na Tribuna do Norte, ele pediu um governo que preze pela responsabilidade fiscal, tenha capacidade de gestão e esteja sempre aberto ao diálogo, além de uma agenda focada em promover investimentos, produção e geração de empregos.

No que se refere ao comércio e aos serviços, a Fecomércio-RN exige a simplificação dos processos, melhoria na qualificação profissional, aumento da segurança pública e fortalecimento do turismo. A entidade argumenta que é imprescindível melhorar a conectividade aérea e a infraestrutura, de modo a tornar os destinos do Rio Grande do Norte mais competitivos e distribuir oportunidades além dos lugares turísticos mais conhecidos.

O setor agropecuário também demanda melhores condições para a produção e comercialização nas áreas interiores. Em outubro, a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (Faern) apresentou uma lista de reivindicações aos candidatos, que inclui infraestrutura, acesso à água, crédito, assistência técnica, qualificação e inovação, abrangendo 12 cadeias produtivas que vão de atividades vegetais a agroindústrias e da economia do mar.

O superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, enfatizou a importância de colocar as diretrizes em prática, em um artigo na Tribuna do Norte. Ele sugeriu aumentar o suporte aos pequenos negócios por meio de capacitação, acesso a crédito para modernização, conexões com universidades e desburocratização na abertura, manutenção e regularização de empresas. Melo também destacou a necessidade de fortalecer os arranjos produtivos locais, aumentar as exportações e incluir fornecedores do estado nas cadeias de energia e petróleo.

Por último, Melo alertou para a aplicação efetiva da Lei Geral da Microempresa no estado, argumentando que o desafio está em assegurar regulamentação e fiscalização efetiva para que a lei produza resultados concretos. "Pequenos empresários precisam de previsibilidade, simplificação e um tratamento equitativo; não necessitam apenas de mais uma lei no papel", concluiu.