Tenente-Coronel Chora e Alega Suicídio da Esposa em Interrogatório
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Depoimentos e Condição na Prisão
Em gravações dos interrogatórios realizados pela Corregedoria da Polícia Militar e pela Polícia Civil de São Paulo, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto se emocionou ao refutar as acusações de feminicídio contra sua esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana. Ele se encontra detido no presídio militar Romão Gomes, acusado de feminicídio e fraude processual, e declarou que está ciente de sua inocência, defendendo a hipótese de que sua esposa cometeu suicídio. O oficial classificou sua vida na prisão como a de um "escravo", afirmando que prefere a morte a continuar sob custódia.
O trágico incidente ocorreu no dia 18 de fevereiro no apartamento do casal, localizado no centro da capital paulista. Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público (MP), o oficial teria disparado uma arma contra a cabeça da esposa após um desentendimento motivado por ciúmes, e depois teria simulado a cena do crime. O julgamento de Geraldo no Fórum Criminal da Barra Funda está programado para 5 de outubro, e ele ainda enfrenta um processo administrativo que pode levar à sua expulsão da Polícia Militar.
Esclarecimentos Sobre Mensagens, Vida Pessoal e Provas Apresentadas
Durante o depoimento, o tenente-coronel foi interrogado sobre questões levantadas pela perícia e mensagens encontradas nos celulares do casal:
- "Macho Alfa" e "Fêmea Beta": Ele afirmou que essas expressões se tratavam apenas de brincadeiras internas e de conotação sexual entre eles. Além disso, confirmou que mantinha relações sexuais com Gisele antes do trágico acontecimento, mas justificou sua omissão inicial por ser um aspecto íntimo.
- Exclusão de Conversas: O oficial admitiu que costumava apagar o histórico de mensagens no WhatsApp após desentendimentos para evitar "lembranças ruins", mas assegurou não ter a senha do celular da esposa.
- Gravações e Marcas no Corpo: Ao ser confrontado com um vídeo onde aparece segurando uma arma contra a própria cabeça, alegou que a filmagem era uma manipulação feita por inteligência artificial. Referente às lesões no pescoço, apontadas em um laudo complementar do Instituto de Criminalística e que contradizem a teoria do suicídio, o oficial negou ter provocado tais ferimentos e sugeriu que poderiam ter sido causados por brincadeiras da filha da vítima ou por manuseios no necrotério.
Narrativa dos Acontecimentos e Resultados das Análises Periciais
Geraldo Neto relatou que conversou sobre o fim do relacionamento com Gisele no dia do fato, ocasião em que a esposa ficou irritada e o empurrou para fora do ambiente. Ele afirmou que escutou um barulho alto enquanto tomava banho e, ao sair, encontrou a esposa caída no chão. Contudo, os relatórios e laudos do Instituto de Criminalística indicam que as provas coletadas na cena do crime refutam a teoria de que a vítima teria disparado a arma contra si mesma, sustentando a ocorrência de feminicídio.